Literatura, Arte e Mercadoria em diálogo: A ilusão da liberdade da arte.
A pergunta que sempre será recorrente é: para que serve a arte? Uma pergunta, pois, ausente de pensamento. E aqueles que fazem essa pergunta também questionam para que serve a literatura e, pior, querem saber o que literatura tem “a ver” com arte. Como se estivéssemos falando de um Serviço Militar para a arte ter de servir. Quem acha que a poesia deve servir para alguma coisa ou dar lucro não ama, de verdade, a poesia. Para pensar a arte e a literatura com pano de fundo o mundo burguês e a mercadoria, trazemos à luz o ensaio de Paulo Leminski, Arte In-útil, arte livre? (que está no seu livro Anseios Crípticos , 1997) e, após, alguns trechos de outros ensaios do mesmo livro, para concluir o pensamento da arte e da poesia. ARAUJO, RODRIGO M. S. ARTE IN-ÚTIL, ARTE LIVRE? A curiosa idéia de que a arte não está a serviço de nada a não ser de si mesma é relativamente recente. Data do romantismo europeu do século X...