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Mostrando postagens de dezembro, 2011

Sociologia da fotografia e da imagem: a presença do ausente

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      "A Fotografia não documenta o cotidiano. Ela faz parte do imaginário e cumpre funções de revelação e ocultação da vida cotidiana. Portanto, as pessoas são fotografadas representando-se na sociedade e representando-se para a sociedade. A fotografia documenta, como atriz, a sociabilidade como dramaturgia. Ela é parte da encenação". (José de Souza Martins, A sociologia da fotografia e da imagem, p.47. Ed. Contexto, 2009).           Um excelente livro para o campo das teorias da fotografia, não apenas para ir além da tese barthesiana de fotografia apenas como registro e documento do real. Um livro para pensar a fotografia como inventiva, simuladora, um indício do irreal que domina e inventa o Outro.         As fotografias que compõem o livro do sociólogo José de Souza Martins fazem parte do ensaio fotográfico CARANDIRU: A presença do ausente. A fotografia acima tem o título "A prisão vista da torre de Babel (2002...

Paulo Leminski: um tear de palavras ou uma máquina de pensar

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          Tomar a linguagem como objeto para a compreensão de uma filosofia da linguagem, filosofia esta que Auroux (2009) chamou atenção para não ser reduzida “à filosofia das ciências da linguagem” (AUROUX, 2009, p.8), permite articular uma relação de sentido da linguagem com o mundo (1)  [1] , de significação como apontou Auroux, onde “o mundo participa da significação da linguagem” (AUROUX, 2009, p.64) – onde é a língua, pois, que materializa os sentidos, que muito diz de nós na relação com o exterior (excluído nas relações saussurianas); língua que também “tem formas próprias para expressar o elemento subjetivo” (GUIMARÃES, 1995, p.16). Sendo a linguagem o atributo próprio da humanidade, a escrita, assim, pode exercer a função transformadora do estatuto da fala , fazendo valer a tese de que é a escrita um jogo ordenado de signos. Signo que se dispersa no espaço.             O poeta curitibano Pa...