Keisuke Kinoshita e seu cinema de sensibilidade II
Falar do cinema de Keisuke Kinoshita é também falar de um solo fértil para o encontro poesia/cinema. Ou, para ilustrar minha ideia de encontros (diálogos): aquilo que um estimado professor de Filosofia, Gilvan Fogel, em seu livro Sentir, Ver, Dizer (2012, Editora Mauad X), diz do modo próprio de ser da arte, que pontua a cadência da vida, quer dizer, que o encontro arte e vida é: “ a vida, de acordo com e a partir de a arte; uma vida, pois, que se faz, que cresce desde a arte ” (Gilvan Fogel, 2012, p.11, Introdução). Vida e arte, isto é: articulações . Mestre em articular vida e arte, Kinoshita também ousou na linguagem audiovisual, no experimentalismo. Arrisco dizer que todo estudante de cinema ou todo aspirante devia passar pelo cinema de Kinoshita, pelo menos com os filmes "A Balada de Narayama" (1958) e “O Rio Fuefuke” [ Fuefukigawa ] (1960), para meditar com mais afinco sobre a semiótica e o experimentalismo cinematográfico. Nesta parte final das notas sobre o ci...