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Maria Altamira (2020), de Maria José Silveira: memória de leitura

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  Quando o livro chegou, meu primeiro contato foi logo de expectativas, graças ao belíssimo trabalho de capa feito pela Editora Instante – que eu desconhecia. Na capa, está estampado um mapa, quase em close, da América do Sul, mais destacando o Brasil e algumas cidades, as informações da obra e uma “orelha”, a parte do livro que chamamos orelha, mas dobrada para o lado contrário. Como de costume, fui para o escritório, ajeitei a poltrona, sentei, ignorei as informações que antecediam o romance (depoimentos “sobre o livro”) para ir direto para a leitura.    Sem o menor conhecimento prévio do que iria ler, em termos de obra/autora, fora o título-nome-de-cidade ( Altamira ), que minimamente conheço sobre, e apenas a indicação de que seria algo em torno da questão indígena, adentrei na narrativa. Demorei cinco dias para ler a obra. Não conseguia ultrapassar mais do que cinquenta páginas por dia. Tinha de fazer pausas a cada capítulo. Não tanto no início, porque a primeira par...